À única exceção… você!

Sempre me gabei por ser uma pessoa desapegada. Pedra, gelo, tudo que não pudesse ser penetrado facilmente era uma analogia ao meu coração. Quando queria alguém, conseguia. Me apaixonava completamente por cada detalhe, mas ao enxergar os primeiros defeitos o encanto se desfazia. Era feito um despertar. O desinteresse logo vinha. Cobranças sempre me davam arrepio na espinha. Eu me saia. Não queria. Vez ou outra ainda insistia. Mas, o fim, eu não evitaria. Nunca evitei, muito menos hesitei. E assim eu continuava. Como se nada tivesse acontecido. E, no meu eu, nada aconteceu. “Me livrei”, eu dizia. E acreditava também. Ou então colocava a culpa no meu Sol em aquário. A fama de heartbreaker permanecia intacta. Era só mais um pra conta.

Até que um dia tive uma dessas paixões de férias. Você apareceu. Eu não soube explicar o quão devastador foi aquela semana. Não conseguia entender como àquilo foi acontecer. Assim. Tão rápido. Nos envolvemos. Me despedi na esperança de continuar, mesmo sabendo que relacionamento à distância não era minha especialidade. Saudade. Cobranças. Telefonemas. Desconfiança. Ciúme. Eu não soube lidar. Me afastei. Afinal, era só mais um outro coração que eu despedaçava. Era isso ou viver algo que remetia ao relacionamento anterior. E, no momento, era o que eu mais abominava.

“Karma”, meus amigos repetiam. E eu sempre rindo dele. Ah, se eu soubesse o que me esperaria… e como a vida gosta de tirar uma com a minha cara, te reencontrei. Pela primeira vez, tive medo. Medo de ser rejeitada, de te magoar, de ser odiada, de te amar. E foi ali que percebi que eu não tinha o coração de gelo. Que o meu poço havia derretido e estava lotado de sentimentos… por você! Ali eu percebi que por mais que eu continue tentando, vou sempre errar. E por mais que eu erre, é com você que eu sempre vou querer ficar.

Você me deu uma segunda chance. Nos demos. Mas, como nem tudo é perfeito e eu tinha um karma a minha espera, éramos um para o outro a pessoa certa no momento errado.

Eu quis continuar. Você não. Você voltou atrás. Eu não quis mais. E no meio de todo esse (des)encontro, eu sigo. Sem você. E com todos os medos, angústias e vulnerabilidade que isso gerou. Dessa vez, não foi fácil. Eu fui quebrada. Mas ainda assim, restou um fio de esperança. Quem sabe um outro dia a gente se encontra e se dá conta que ainda não acabou.

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